Notícias

Velocidade?

Road Show: em Belém do Pará comerciantes e moradores não tem qualidade no acesso à Internet

O acesso à Internet em Belém do Pará é precário até no centro de maior movimento comercial da cidade, de acordo com os comerciantes locais. Qualidade ruim, baixa velocidade,  O desafio de cobrir a cidade com infraestrutura em fibra óptica é o mote do Road Show Infraestrutura da Internet realizado de 8 a 10 de novembro pela Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid), com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br/NIC.br) na cidade conhecida como o “Portal da Amazônia”.

No primeiro dia, o presidente da Anid, Percival Henriques, apresentou as conquistas da Anid no desenvolvimento dos provedores regionais, principalmente no final da década de 2000. A partir dessas experiências, Percival ressaltou a necessidade de associação dos provedores do Pará para levar o acesso aos domicílios paraenses: “Entender que nós podemos compartilhar infraestrutura como a instalação de postes, ou de torres de maneira profissional e associativa é fundamental para o desenvolvimento da rede. Os empresários não precisam ser amigos, se forem, melhor, mas, como concorrentes, podem fazer acordos para diminuir ao máximo os custos para ampliar o acesso à população”.

A atenção para os direitos humanos no ambiente virtual também foi tema do Road Show. A diretora da ONG Artigo 19, Laura Tresca, falou sobre “Responsabilidades dos provedores de internet com relação à proteção de dados dos usuários”. Segundo Tresca, uma pesquisa realizada pela ONG demonstrou inúmeras falhas nos contratos entre as maiores operadoras e os clientes. Falta de clareza dos contratos, dificuldade de acesso das informações pelo cliente, coleta e uso de dados gerados pelo cliente, são alguns dos principais pontos. “A internet é um serviço essencial e parece que as operadoras não consideram esse fato”, ressalta Tresca.

Provedores do Pará perdem eficiência ao preferirem conexão com o PTT de São Paulo

Rodrigo Régis, do CGI.br/NIC.br, mostrou que o PTT de Belém (IX.br/Belém) é o quinto resultado de tráfego mais baixo dentre os 27 IX.br do Brasil. Régis destacou que, dos 33 provedores que possuem sistemas autônomos, 13 estão conectados no PTT de São Paulo. Nenhum deles se conecta ao PTT de Belém. Os provedores justificam que a vantagem de estar presente no PTT de São Paulo é o acesso a um maior número de dados, pois é onde mais provedores de conteúdo estão conectados.

“Mas, ao mesmo tempo, os grandes provedores de conteúdo como Netflix ou Google não entram em PTTs que tem uma baixa frequência de sistemas autônomos. Além disso, tem o custo do trânsito para percorrer quase três mil quilômetros do Pará até São Paulo. Conectado ao PTT em Belém, o trânsito local se dá com muito mais eficiência”, analisa Rodrigo Régis.

O assunto deu início a um debate entre os provedores presentes sobre como reverter a situação.

Dentro do objetivo de “fibrar” o Pará, o consultor técnico Dan Figueiras demonstrou em uma palestra interativa, numericamente, as vantagens de investimento em Fibra óptica. Uma vez absorvido os custos de instalação da rede em fibra, os custos da prestação dos serviços diminuem a longo prazo para o provedor o que dá condições para o cliente receber um acesso de melhor qualidade com um preço memor. Ao final, a jornalista Márcia Dementshuk voltou no tempo e apresentou a história das origens da Internet.

Estudantes compartilham com profissionais os desfios do mercado de trabalho

Alunos de Informática da Escola Técnica Estadual Juscelino Kubitschek conhecem a realidade do trabalho dos provedores de acesso à Internet e a necessidade da inclusão digital.

De acordo com o coordenador do curso, professor Cláudio Neves, considerou a importância de conhecer o mercado e focar nos Direitos Humanos: “Cada aluno que está aqui já se diferencia no mercado por procurar avançar, buscando ampliar o conhecimento. Essa foi uma grande oportunidade que a Anid proporcionou para esses estudantes”, afirmou o coordenador.

O Road Show infraestrutura da Internet - Belém do Pará realizou ainda o Mini-curso em IPv6, ministrado por Rodrigo Régis, do CGI.br/NIC.br. E na sexta-feira, dia 10 de novembro, encerra com o Curso de Fusão de Fibra Óptica ministrado por Lindenberg Farias, diretor técnico da BR 27.