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IoT no Brasil

Internet das coisas deve ganhar plano nacional em 2017

Vinicius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações assinou hoje (12) um Termo de Cooperação Institucional com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para mapear oportunidades no setor de internet das coisas no Brasil.

O estudo será feito por um consórcio e deve durar nove meses. A intenção do governo é tomá-lo como base para lançar um plano nacional para o setor no ano que vem.

O termo internet das coisas (traduzido do inglês internet of things) é usado para designar uma série de tecnologias que utilizam a internet para comunicar a usuários informações em tempo real sobre a operação de equipamentos. Os aprimoramentos podem incluir desde eletrodomésticos até meios de transporte e máquinas industriais. Conectados à rede, os dispositivos podem ser comandados a distância e com informações precisas como previsão de duração, temperatura e consumo de energia.

O ministro Gilberto Kassab exemplificou que a internet das coisas pode servir à saúde, com a possibilidade de médicos acompanharem a distância a taxa de glicose de pacientes diabéticos, ou no cotidiano de pais, que podem controlar a temperatura do quarto e da mamadeira dos filhos com exatidão.

"Interessa aos mais modestos cidadãos e até às mais complexas ações que acontecem no Brasil", disse o ministro, que considera a tecnologia um marco em que outros países já avançaram bastante.

O estudo técnico será realizado com recursos do BNDES para mapear práticas internacionais e oportunidades para empresas locais e para a atração de multinacionais. O orçamento é de R$ 17,4 milhões, sendo R$ 9,8 milhões em recursos do banco público e R$ 7,6 do consórcio responsável por realizá-lo.

A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, disse ter a expectativa de que estimular o setor pode ter um impacto transformador. "É uma tecnologia que vai impactar cada vez mais as realizações e a sociedade, trazendo novas oportunidades para a geração de valor econômico e transformando os modelos de negócio e a vida das pessoas", disse.

O consórcio que fará o estudo foi selecionado em uma chamada pública do BNDES e reúne a consultoria McKinsey & Company Brasil, Fundação CPQD e Pereira Neto/Macedo Advogados. Uma consulta pública foi aberta pelo ministério e receberá contribuições da sociedade até 16 de janeiro.

O que é a Internet das Coisas

A Internet das Coisas consiste na rede de todos os objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma via internet, permitindo o monitoramento e gerenciamento desses dispositivos via software para aumentar a eficiência de sistemas e processos, habilitar novos serviços e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Do monitoramento de máquinas no chão de fábrica até o rastreamento do deslocamento de navios no oceano e o uso de dispositivos pessoais conectados, a Internet das Coisas tem o potencial de mudar profundamente a forma como interagimos com o ambiente.

Em sua definição mais ampla a Internet das Coisas engloba todos os objetos que transmitem informações através da internet, como computadores, tablets e smartphones. A definição mais estrita, e comumente aceita, considera apenas os objetos capazes de detectar (através de sensores), transmitir informações e atuar sem a presença constante de intervenção humana.

No entanto, quando analisamos a Internet das Coisas, devemos nos atentar ao fato de que ela está inserida em um ecossistema, do qual as “coisas” são apenas uma pequena parte dele. Fazem parte deste ecossistema os atores que contribuição para a viabilização da internet das coisas, tais como: empresas, startups, universidades, ICTs, órgãos e esferas governamentais, etc.

Ou seja, tal qual a internet comum, a Internet das Coisas é evidentemente (e nem poderia deixar de ser) dependente dos serviços de telecomunicação e informação que a suportam. Trata-se de constatação importante, uma vez que não é possível repensar o ambiente da Internet das Coisas sem levar em consideração as características do setor de TIC.

Fonte: Participa.br